terça-feira, 3 de outubro de 2017

Mariana


    
    
Dinastia Afonsina
    
    
    
 História Geografia de Portugal
Professor Vítor Leça


Índice




Introdução

            Na disciplina de História Geografia de Portugal, o professor pedir a realização de um trabalho.
            Para este trabalho escolhi o tema “A Primeira Dinastia Portuguesa”.
Assim, neste trabalho vou começar por falar da formação de Portugal para depois falar de cada um dos reis da primeira dinastia do nosso país, Portugal.



A Reconquista Cristã

Quando os muçulmanos invadiram a Península Ibérica e se apoderaram dela, os Cristãos refugiaram-se nas zonas montanhosas das Astúrias e dos Pirenéus, que eram de difícil acesso e dificultava o bem social.
 Nestas regiões os cristãos reorganizaram os seus exércitos e, em 722 derrotaram os Muçulmanos na Batalha de Covadonga, foi assim que se formou o reino dos cristãos das Astúrias.
No século X e XI originaram-se os reinos de Leão, Castela, Navarra e Aragão.
Os cristãos prosseguiram à Reconquista Cristã, ou seja, os cristãos tentaram recuperar as terras perdidas para os Mouros. Nestas lutas contra os Mouros, os reis cristãos da Península Ibérica foram auxiliados pelos cruzados. Os cruzados eram cavaleiros cristãos que vinham dos reinos vizinhos.

Figura 1 Formação dos reinos cristãos

D. Henrique e o condado Portucalense

Afonso VI, Rei de Leão e Castela, nas lutas contra os Mouros teve ajuda de dois cruzados, D. Henrique e D. Raimundo.
Figura 2 Conde Henrique de Borgonha
Para os recompensar, Afonso VI, vai premiar D. Raimundo com a mão de D. Urraca e entregou-lhe o Condado da Galiza e, a D. Henrique deu-lhe a mão da sua filha ilegítima, D. Teresa e o condado Portucalense. Desta maneira, D. Henrique e D. Raimundo obtiveram o título de condes, pois o rei Afonso VI, entregou-lhes terras para governarem.
O condado Portucalense era limitado a norte pelo rio Minho e abrangia uma área que se estendia até ao sul do rio Mondego.
Porém, o conde D. Henrique tinha de governar o seu condado, defende-lo e expandi-lo, conquistando territórios apara sul. Mas, tinha também de continuar a obedecer ao rei e a prestar apoio militar, ou seja, ajudar a combater as terras aos mouros.
Figura 3 Limites do Condado Portucalense



D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal

Figura 4 D. Afonso Henriques, O Conquistador
            Com a morte de D. Henrique, D. Afonso Henriques seria a próximo sucessor, pois era o único filho de D. Henrique e D. Teresa. Mas tal não foi possível porque quando D Henrique faleceu, Afonso Henriques teria apenas 3 anos. Então, até ele ter idade suficiente, D. Teresa passou a governar o condado.
            Portanto, como D. Henrique, D. Teresa governou e defendeu o condado contra os ataques dos muçulmanos, mas para tornar o seu poder ainda maior com a esperança de se tornar rainha, juntou-se aos nobres da Galiza. Mas este desejo provocou o descontentamento dos nobres portucalenses e por isso, quando D. Afonso Henriques atingiu a maioridade apoiaram-no contra a sua mãe.
            Assim, na Batalha de São Mamede, em 1128, D. Afonso Henriques derrotou o exército da sua mãe e o exército de Castela, passando a governar o condado Portucalense.
            D. Afonso Henriques desejava ser rei, mas para isso teria de lutar contra Afonso VII, seu primo e o novo rei de Leão e Castela, e expandir os limites do condado, combatendo territórios aos Mouros.
            Desta maneira, em 1137, venceu o primo na batalha de Cerneja e em Arco de Valdevez, em 1141. Mas foi sobretudo na batalha de Ourique, em 1139, batalha onde derrotou os Mouros, que a autonomia de Portugal se tornou cada vez mais fortalecida e reconhecida por todos.
Figura 5 Tratado de Zamora
            Todas estas vitórias conduziram ao Tratado de Zamora, um acordo de paz onde Afonso VII reconhecia D. Afonso Henriques como rei e o condado Portucalense chamou-se de reino de Portugal e, o novo rei de Portugal reconheceu Afonso VII como o imperador da Península Ibérica cristã. Desta forma, D. Afonso Henriques tinha de lhe prestar obediência, mas na verdade não cumpriu.
              Portugal passou a ter uma monarquia, pois passou a ser governado por m monarca. A monarquia era hereditária, ou seja, passava do pai para o filho mais velho, se não existisse herdeiro masculino, sucedia-lhe a filha mais velha. O monarca fazia e aplicava as leis na justiça, decidia acerca da paz e da guerra e chefiava o exercito.
            Depois de ser reconhecido como rei, D. Afonso Henriques foi em busca de expandir o seu território, conquistando terras aos Mouros. Em 1145, conquistou leiria, dois anos depois, sob forma de assalto, conquistou santarém. Em 1147, conquistou a poderosa cidade de Lisboa. Porém, os mouros recuperaram estas terras e renderam-se em Sintra, Almada, Palmela e Sesimbra. Avançou assim para o Alentejo, mas morreu em 1185 e os mouros apoderaram-se novamente destas terras.
            Foi em 1179, época que os papas tinham autoridade máxima da igreja, o Papa Alexandre III assinou um documento, a Bula Manifestis Probatum, em que reconhecia D. Afonso Henriques como o primeiro rei de Portugal.
Figura 6 D. Mafalda de Saboia, Primeira Rainha de Portugal
             D. Afonso Henriques ou Afonso I, foi assim intitulado como o Conquistador e o Primeiro rei de Portugal. Reinou com  D. Mafalda de Saboia e Maurienne com quem se casou em 1146. Deste casamento nasceram D. Henrique Afonso de Portugal (1147-1155), D. Urraca Afonso de Portugal (1148-1211), D. Teresa Afonso de Portugal (1151-1218), D. Mafalda Afonso de Portugal (1153-1162) e D. Sancho I de Portugal (1154-1211).

D. Sancho I, “O Povoador “

            D. Henrique Afonso de Portugal, foi o primeiro filho de D. Afonso Henriques e como tal era o herdeiro ao trono, mas morreu ainda em criança. Assim, quem subiu ao trono foi D. Sancho I, o quinto filho do rei, nasceu no dia 11 de novembro de 1154 e morreu a 26 de março de 1211, em Coimbra.
Figura 7 D. Sancho I, o Povoador
            No dia 15 de agosto de 1170, D. Afonso Henriques considerou-o cavaleiro e tornou-se o seu braço direito, quer do ponto de vista militar, quer do ponto de vista administrativo.
            Nesta época, Portugal tinha muitos inimigos da coroa, começando pelo Reino de Leão que anteriormente controlava Portugal e além disto, a Igreja demorou a dar a independência de Portugal. Para compensar estas falhas, o rei aliou-se ao reino de Aragão, um inimigo do Reino de Castela. Esta aliança foi firmada em 1174 pelo casamento de Sancho I com a Infanta Dulce de Aragão.
            Com a morte de D. Afonso Henrique, D. Sancho I tornou-se o segundo rei de Portugal. Dedicou muito do seu tempo à organização politica, administrativa e económica do seu reino. Pôs fim às guerras das fronteiras da Galiza e combateu os mouros localizados a sul. Conquistou Silves na primavera de 1189, e foi uma terra com grande importância administrativa e económica do sul. Mandou construir uma fortaleza na cidade e um castelo.
            Acumulou muita riqueza e incentivou a criação de industrias e também a classe media de comerciantes e mercadores. Concedeu várias cartas de foral, que eram documentos que concediam regalias a certas povoações, criando novas cidades, como por exemplo Viseu e Bragança e assim foi intitulado de O Povoador. Sancho I foi também lembrando pelo seu gosto pelas artes e literatura e deixou também vários
Figura 8 Rainha Dulce de Aragão
poemas.
            Do casamento com Dulce de Aragão, descenderam a Beata Teresa de Portugal (1175-1250), a Beata Sancha de Portugal (1180-1229), Constança de Portugal (1182-1186), Afonso III de Portugal (1186-1223), Infante Pedro de Portugal (1187-1258), Infante Fernando de Portugal (1188-1233), Henrique de Portugal e Raimundo de Portugal (morreram em crianças), Beata Mafalda de Portugal (1195-1256), Infanta Branca de Portugal (1196/98-1240) e Infanta Berengária de Portugal (1996/98-1221).




           



D. Afonso II, “O Gordo”       

            D. Afonso II era filho de D. Sancho I e da sua esposa Dulce de Aragão, nasceu em Coimbra no dia 23 de abril de 1185 e foi apelidado de Afonso, O Gordo.
Foi aclamado rei em 1211, com 26 anos.
Figura 9 D. Afonso II, O Gordo
D. Afonso II, nos seus primeiros anos do seu reinado foram marcados por violentos, conflitos internos (1211- 1216) entre Afonso II e as suas irmãs Mafalda, Teresa e Sancha, numa tentativa de concentrar o poder régio. Este conflito foi resolvido com intervenção do papa Honório II.
No seu reinado foi criado o primeiro conjunto de leis portuguesas escritas, da sua autoria e, pela primeira vez foram reunidas cortes com representantes do clero e da nobreza, em 1211, na cidade de Coimbra, capital da época.
Neste reinado, D. Afonso II determinou um novo estilo de governação, ao contrario dos seus antecessores, Afonso II não contestou as suas fronteiras Galiza e Leão, nem procurou a expansão para sul, preferindo sim, consolidar a estrutura económica e social do país.
Apesar de não ter tido preocupações militares, enviou tropas portuguesas para combater ao lado dos espanhóis contra os muçulmanos.
Outras reformas de D. Afonso II tocaram na relação da coroa portuguesa com o papa. O seu avô, D. Afonso Henriques foi obrigado a legislar vários privilégios para a Igreja. Porém, anos depois, estas medidas começaram a ser um peso para Portugal.
D. Afonso II morreu de lepra, a 25de março de 1223, em Coimbra.
Figura 10 D. Urraca de Castela
Com a sua mulher, Urraca de Castela, teve Sancho II de Portugal (1209-1248), Afonso III de Portugal (1212/17- 1279), Infanta Leonor (1211-1231) e Fernando de Portugal (1218-1246).


D. Sancho II, “O Capelo”

            D. Sancho II, filho de D. Afonso II, rei de Portugal, e de D. Urraca, infanta de Castela, foi o 4º Rei de Portugal. Governou entre 12223 até 1247 e foi designado por ‘O Capelo’. O nome ‘Capelo’ surgiu porque a sua mãe era muito devota e durante uma doença, fez uma promessa de o vestir com o hábito de frade franciscano.
Figura 11 D. Sancho II, O Capelo
            Subiu ao trono ainda jovem, aos 16 anos, e depois do seu bisavô, D. Afonso I, foi quem mais alargou as fronteiras de Portugal, ocupando Mértola, Alcoutim, Castro Marim e outras terras seguindo o rio Guadiana.
            Casou com D. Mécia Lopes de Haro, uma fidalga castelhana, já viúva, que por causa da guerra também teve que deixar o país em 1248.
Continuou a queda do laço com o poder da Igreja, luta que vinha dos reinados anteriores. Os bispos fizeram-lhe graves acusações ao Papa Inocêncio IV, que lhe tirou o governo de Portugal, em 1245 e entregou-o a seu irmão Afonso, que residia em Bolonha.
Nesta mesma ocasião também destituiu o imperador da Alemanha, Frederico II. Ainda lutou pelo trono durante três anos, com o apoio alguns fidalgos partidários e fiéis, mas terminou por retirar-se para a cidade de Toledo, capital de Castela, onde morreu.
Figura 12 Mécia Lopes Haro
Como não houve descendência do casamento, seu irmão Afonso tornou-se seu sucessor legítimo, o primeiro caso de sucessão régia anormal em Portugal.



D. Afonso III, “O Bolonhês”

Afonso III nasceu no dia 5 de maio 1212, era filho de Afonso II e de Urraca de Castela.
Como ele era o segundo filho, não podia governar, pois, o reinado era de Sancho II, por isso, foi viver para França onde se casou com Matilde II, desde então foi Conde Jure Uxoris de Bolonha. Ficou também conhecido como "O Bolonhês" por ter casado com D. Matilde, Condessa de Bolonha.
Figura 13 D. Afonso III, O Bolonhês
Em Portugal, os conflitos entre D. Sancho II e a Igreja eram já insuportáveis, por isso o Papa Inocêncio IV mandou a substituição do Rei. D. Afonso cumpriu a ordem e foi aclamado Rei de Portugal em 1248.
Afonso deixou Bolonha e a sua mulher, D. Matilde. Casou-se depois com D. Beatriz de Castela. Este casamento gerou revolta por parte de D. Matilde, pois esta ainda estava casada com D. Afonso. O assunto ficou resolvido com a morte de D. Matilde. Mas o casamento de D. Afonso com D. Beatriz teve vários benefícios, pois a princesa castelhana recebeu uma grande herança do pai, D. Afonso X.
O novo Rei de Portugal não quis fazer o mesmo erro que o irmão e começou a prestar mais atenção à classe média dos mercadores e aos pequenos proprietários.
Figura 14 Matilde II, Condessa de Bolonha
Estando os assuntos internos resolvidos, D. Afonso III preocupou-se com a conquista de várias cidades. O Algarve foi definitivamente conquistado em 1249. Desde esse ano, as fronteiras de Portugal não se alteraram mais. Mas esta conquista gerou problemas, pois Castela protestou dizendo que o Algarve lhe pertencia. Depois de muitas guerras entre os dois países, foi assinado, em 1267, o Tratado de Badajoz.
Já no final da sua vida, D. Afonso esteve envolvido em conflitos com a Igreja, que lhe valeu a excomunhão.
Antes de morrer, D. Afonso III jurou obediência à Igreja e devolveu-lhe tudo o que tinha tirado. Acabou por morrer no dia 16 de fevereiro de 1279. O Arcebispo de Alcobaça levantou a excomunhão a D. Afonso, que acabou por ser sepultado no Mosteiro de Alcobaça.

Figura 15 D. Beatriz de Castela
  



D. Dinis, “O Lavrador

Figura 16 D. Dinis, O Lavrador
Primeiro filho do rei D. Afonso III e da Infanta Dª Beatriz de Castela, D. Dinis foi o sexto rei de Portugal e governou entre 1279 e 1325. Nasceu na cidade de Santarém a 9 de Outubro de 1261 e morreu, em Lisboa, a 7 de Janeiro de 1325.
            Ficou conhecido como “O Lavrador” mas também “ Rei Agricultor”, “ Rei Poeta” e “Rei Trovador” devido ao facto de ter induzido medidas que permitiram o desenvolvimento da
agricultura em Portugal e também pelas Cantigas de Amigo e Cantigas de Amor que escreveu também pelo desenvolvimento da poesia trovadoresca. Assim, podemos dizer que durante o seu reinado, D. Dinis promoveu o desenvolvimento não só da agricultura como o da cultura, politica e das artes.
Preocupou-se desde muito cedo com o desenvolvimento da agricultura no Reino. Assim, doou terras a pequenos agricultores, com a condição de as cultivarem e transformou zonas de pântanos em terras próprias para a prática da agricultura.
Mas ficou conhecido, principalmente, por mandar reflorestar o Pinhal de Leiria, onde substituiu os pinheiros mansos pelos pinheiros bravos, que eram de maior crescimento.
Além de ser poeta, D. Dinis protegeu todos os escritores daqueles tempos e ordenou que os documentos mais importantes fossem guardados no Estudo Geral de Lisboa.
Porém, a ele se deve igualmente a fundação da primeira universidade do país, a Universidade de Coimbra. Foi também no seu reinado que todos os documentos deixaram de ser escritos em latim e passaram a ser escritos em português.
D. Dinis procurou retirar poder ao clero e à nobreza de forma a garantir a centralização do poder real, ou seja, de ser o mais poderoso da sociedade Portuguesa e ninguém lhe poder fazer frente.
Apesar de ser um rei pacifico, entrou em alguns conflitos com o rei de Leão e Castela. Em 1297, estabeleceu o Tratado de Alcanises, o qual definiu as fronteiras entre os dois países, semelhantes até aos nossos dias.
Figura 17 Isabel de Aragão, Rainha Santa Isabel
Dinis procurou desde cedo estabilizar as relações com Roma, o que veio a conseguir através da assinatura de um tratado com o Papa Nicolau III em que se comprometia defender os interesses de Roma em Portugal.
           Ordenou ainda a exploração das minas, para a extração de cobre, prata, estanho e ferro para ajudar o comercio interno e externo. Desenvolveu o comercio com outros países, nomeadamente, Inglaterra.
           D. Dinis casou, em 1282, com Isabel de Aragão, conhecida como a Rainha Santa Isabel, do qual resultou Constança de Portugal (1290-1313) e Afonso IV (129-1357).








D. Afonso IV, “O Bravo

Figura 18 D. Afonso IV, O Bravo
Foi rei da Primeira Dinastia e o sétimo Rei de Portugal, era filho de D. Dinis, rei de Portugal e de Isabel de Aragão, rainha de Portugal. Nasceu, em Lisboa, a 08 de Fevereiro de 1290 e morreu, em Lisboa, a 08 de Maio de 1357. Casou-se com D. Beatriz de Castela, com quem teve como descendentes legítimos Maria de Portugal (1313-1357), Afonso de Portugal (1315, morreu à nascença), Dinis de Portugal (1317-1318), Pedro I de Portugal ( 1320-1367), Isabel de Portugal (1324-1326), João de Portugal (1326-1327) e Leonor de Portugal (1328-1348).
D. Afonso IV, governou desde 1325 a 1357 e era o oposto do pai. Homem austero e sóbrio, dirigiu o reino com pulso de ferro. As leis que veio a fazer contrariaram costumes antigos e interferiram inclusivamente na vida privada das pessoas. Não foi um príncipe amado mas foi um rei respeitado. O cognome de o Bravo deve-se sobretudo ao seu carácter colérico e violento.
A sua primeira iniciativa, reunir as cortes em Évora, teve como única finalidade obrigar os representantes do clero, da nobreza e do povo a declararem que o aceitavam como rei e a jurarem-lhe fidelidade.
Nos últimos anos de vida do pai o país foi invadido por uma guerra civil muito violenta. De um lado lutava o exército de D. Afonso IV e do outro, o exército de D. Dinis, pois D.Dinis preferia deixar o trono ao seu filho bastardo, Afonso Sanches
Figura 19 Beatriz de Castela
Foi no seu reinado que surgiu a noticia de que existiam ilhas no Oceano Atlântico e ao longo da costa de África, então D. Afonso IV mandou navios para averiguar as condições de tais territorios.
Apesar de alguns confrontos com Castela, a paz acabou por ser negociada à pressa porque os mouros se preparavam para invadir a Península Ibérica. Em 1340, portugueses e castelhanos defrontaram os mouros na Batalha do Salado. Após esta vitória, não houve mais lutas entre Portugal e Castela.



D. Pedro I, “O Justiceiro

Figura 20 D. Pedro, O Justiceiro
D. Pedro I, filho de D. Afonso IV e da sua mulher D. Beatriz de Castela, nasceu, em Coimbra, em 1320 .
Neste tempo , o casamento era considerado um acordo político e eram os pais que decidiam o futuro dos filhos quando estes ainda eram muito novos. Assim, D. Afonso IV decidiu o destino do seu folho Pedro, combinando casá-lo com D. Constança Manuel, uma nobre castelhana.
Em Agosto de 1340 , na Sé de Lisboa , realizou-se o casamento de D. Pedro e de D. Constança do qual nasceram três filhos : D. Luís, D. Maria, e D. Fernando .
Ines de castro, filha de um nobre galego, era a dama de companhia de D. Constança e acompanhava-a para todo o lado . Ao conhecerem-se , D. Pedro e D. Inês apaixonaram-se de imediato.
D. Ffonso IV era contra este amor, pois receava que a má influência dos irmãos de Inês pudesse colocar em causa a independência de portugal.
Mas em 1349, D. Constança morre, pouco tempo depois do nascimento de D. Fernando e, D. Pedro e D. Inês assumiram o seu amor.
Figura 21 D. Constança Manuel
Figura 22 Inês de Castro
A 7 de Janeiro de 1355, os três conselheiros de Afonso IV mataram D. Inês, na quinta onde vivia, em Coimbra. Revoltado, D. Pedro I jurou castigar os responsáveis pela morte da sua amada. E, assim, quando subiu ao trono em 1357, mandou matar Álvaro Gonçalves, Pêro Coelho e Diogo Lopes Pacheco.
Figura 23 Túmulos de D. Pedro e D. Inês, Mosteiro de Alcobaça
Como prova do seu amor eterno, D. Pedro I mandou construir, no Mosteiro de Alcobaça, um bonito túmulo para D. Inês. Em frente, decidiu colocar o seu, onde foi sepultado em 1367, para que um dia, se voltarem a acordar, se possam tornar a ver.




D. Fernando, “O Formoso

D. Fernando foi o nono rei de Portugal e último da primeira dinastia, foi lhe dado o nome de “O Formoso” ou “O Inconstante”. 
Figura 24 D. Fernando, O Formoso
Era filho de D. Pedro I e da rainha D. Constança. Subiu ao trono com vinte e dois anos, quando em Castela se disputava a coroa entre D. Pedro, filho legítimo de Afonso X e Henrique de Trastamara, um dos muitos bastardos do rei com D. Leonor de Gusmão. D. Pedro I foi assassinado, D. Fernando abandonou a neutralidade e Portugal entrou num período de paz.
D. Fernando foi reconhecido como rei em cidades do norte da península, aliado ao rei mouro de Granada, D. Pedro IV de Aragão, propondo-lhe casamento com sua filha D. Leonor.
 Em 1369 invadiu a Galiza. Mas D. Henrique II atravessou o Minho, apoderando-se de Braga. Em 1371, com a intervenção do papa Gregório XI, D. Fernando e D. Henrique II assinaram a paz de Alcoutim. D. Fernando comprometeu-se a casar com D. Leonor, uma das filhas de Henrique II, porém ao casar com D. Leonor Teles não cumpria o tratado, o que não agradou a Portugal.
Surge então o duque de Lencastre que se apresentava como pretendente ao trono de Castela. A França apoiou o Trastamara e Portugal, por sua vez, o Duque de Lencastre. Nasceu aqui a aliança luso-britânica com o primeiro no tratado de Tagilde e depois o de Westminster, no dia 16 de julho de 1373 assinado entre os reis de Portugal a de Inglaterra. Deste modo, Henrique II invadiu novamente Portugal e chegou a Lisboa.
Em 1378, D. Fernando envolve-se em nova guerra com Castela. Devido à aliança com a Inglaterra, D. Fernando quebrou a paz com Castela recomeçando os conflitos na fronteira do Alentejo, mas nenhum dos lados fez qualquer esforço para uma batalha decisiva. Então, em agosto estabelecem-se negociações sem conhecimento da Inglaterra. Das três guerras, Portugal foi sempre derrotado. Mas durante os períodos de paz, D. Fernando mostrou-se habilidoso com a sua política interna. São de salientar as suas medidas de impulso como a reparação de muitos castelos, a construção da nova muralha de Lisboa a do Porto, renovações de armamento, a publicação da lei das Sesmarias para defesa da agricultura e defesa da marinha mercante, o impulso dado à Universidade que foi transferida para Lisboa, que revelaram o rei com uma excelente visão administrativa.
Do casamento com D. Leonor Teles nasceram Beatriz (1373-1412), Pedro de Portugal (1375-1380) e Afonso (1382 e morreu 4 dias após o nascimento).

 



Figura 25 D. Leonor Teles











Conclusão

            Os reis foram muito importantes para a formação de Portugal e sem eles provavelmente o país não seria como é.
            Tive algumas dificuldades em encontrar as datas certas do nascimento e morte tanto dos reis como dos seus descendentes.
Gostei muito de fazer este trabalho porque fiquei a saber mais sobre a nossa História.





















Bibliografia