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terça-feira, 1 de novembro de 2011

OUTUBRO

OUTUBRO

Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.


Em Outubro, o fogo ao rubro.

Em Outubro, paga tudo.

Logo que Outubro venha, procura a lenha.

Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.

Outubro quente traz o diabo no ventre.

Outubro suão, negaças de Verão.

Quando Outubro for erveiro, Guarda para Março o palheiro.

Se em Outubro te sentires gelado, lembra-te do gado.

Simão (Outubro) favas no chão.

SETEMBRO

SETEMBRO

Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.


Em Setembro, ardem os montes, secam-se as fontes.

Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.

Setembro, ou seca as fontes ou leva as pontes.

JULHO E AGOSTO

AGOSTO

Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.

Em Agosto, antes vinagre do que mosto.

Em Agosto, nem vinho nem mosto.

Em Agosto, Sardinhas e mosto.

Em Fevereiro, chuva; em Agosto, uva.

Luar de Janeiro não tem parceiro; mas lá vem o de Agosto que lhe dá no rosto.

Não é bom o mosto colhido em Agosto.

Nem em Agosto caminhar, nem em Dezembro marear.

O mês de Agosto será gaiteiro, se for bonito o 1º de Janeiro.

Por Santa Maria de Agosto repasta a vaca um pouco.

Primeiro de Agosto, primeiro de Inverno.

Quando chove em Agosto, não metas teu dinheiro em mosto.

Quem em Março come sardinha, em Agosto lhe pica a espinha.

Quem não debulha em Agosto, debulha com mau rosto.

Sê em Agosto cuidadoso e aguilhoa o preguiçoso.

Se queres ver o teu marido morto, dá-lhe couves em Agosto.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

JULHO

Água de Julho, no rio não faz barulho.


Deus ajudando vai em Julho mareando.

Julho quente, seco e ventoso, trabalha sem repouso.

Não há maior amigo do que Julho com seu trigo.

Nevoeiro de S. Pedro, põe em Julho o vinho a medo.

Quem em Julho ara e fia, Ouro cria.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

SANTOS POPULARES

JUNHO

• Junho calmoso, ano famoso.


• Junho chuvoso, ano perigoso.

• A chuva de S. João tolhe a vinha e não dá pão.

• Ande o Verão por onde andar pelo S. João há-de chegar.

• Chuva de Junho, mordedura de víbora.

• Chuva de Junho, peçonha do mundo.

• Chuva junhal, fome geral.

• Chuva no S. João, bebe o vinho e come o pão.

• Em Junho abafadiço fica a abelha no cortiço.

• Em Junho ainda a velha esfrega o punho.

• Em Junho foicinha no punho.

• Em Junho, frio como punho.

• Em Junho, perdigoto como punho.

• Exame de Junho nem que seja como punho.

• Galinhas de S. João, no Natal ovos dão.

• Guarda lenha para Abril, pão para Maio e o melhor tição para o S. João.

• Chovam trinta Maios e não chova em Junho.

• Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.

• Feno alto ou baixo, em Junho é cegado.

• Junho calmoso, ano formoso.

• Junho floreiro, paraíso verdadeiro.

• Junho, dorme-se sobre o punho.

• Junho, foice em punho.

• Maio frio e Junho quente: bom pão, vinho valente.

• Para Junho guarda um toco e uma pinha, e a velha que o dizia guardados os tinha.

• Sol de Junho, madruga muito.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Maio

PROVÉRBIOS DE MAIO

Maio


A ignorância e o vento são do maior atrevimento.


As favas, Maio as dá, Maio as leva.

Boa cepa, Maio a deita.

Chovam trinta Maios e não chova em Junho.

Em Maio queima-se a cereja ao borralho.

Em Maio, já a velha aquece o palácio.

Em Maio, nem à porta de casa saio.

Em princípio de Maio, corre o Lobo e o Veado.

Fiandeira não ficaste, pois em Maio não fiaste.

Guarda o melhor saio para Maio.

Maio couveiro não é vinhateiro.

Maio frio e Junho quente: bom pão, vinho valente.

Maio hortelão, muita palha e pouco grão.

Maio pardo e ventoso faz o ano formoso.

Não há maior amigo do que Julho com seu trigo.

O bom junto ao pequeno fica maior, e junto ao mau fica pior.

Quando Maio chegar, quem não arou tem de arar.

Quanto maior a nau, maior a tormenta.

Quanto mais alto se sobe, maior o trambolhão.

Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.

Quem em Maio não merenda, aos finados se encomenda.

Quem em Maio relva, não tem pão nem erva.

Tantos dias de geada terá Maio, quantos de nevoeiro teve Fevereiro.

Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.

ABRIL


PROVÉRBIOS DE ABRIL

Abril


Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.

Abril, Abril, está cheio o covil.

Em Abril águas mil.

Em Abril queima a velha o carro e o carril.

Em Abril, cada pulga dá mil.

Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.

Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu cuvil.

Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.

Não há mês mais irritado do que Abril zangado.

No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.

Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.

Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.

Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Fevereiro

Fevereiro

Água de Fevereiro, mata o Onzeneiro.


Ao Fevereiro e ao rapaz, perdoa tudo quanto faz.

Aproveite Fevereiro quem folgou em Janeiro.

Em Fevereiro, chega-te ao lameiro.

Em Fevereiro, chuva; em Agosto, uva.

Fevereiro é dia, e logo é Santa Luzia.

Fevereiro enxuto, rói mais pão do que quantos ratos há no mundo.

Fevereiro quente, traz o diabo no ventre.

Fevereiro recouveiro, afaz a perdiz ao poleiro.

Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso fazem o ano formoso.

Neve em Fevereiro, presságio de mau celeiro.

O tempo em Fevereiro enganou a Mãe ao soalheiro.

Para parte de Fevereiro, guarda lenha de Quinteiro.

Quando não chove em Fevereiro, nem prados nem centeio.

Tantos dias de geada terá Maio, quantos de nevoeiro teve Fevereiro.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Janeiro

Janeiro

A Pescada de Janeiro, vale um carneiro.

Aproveite Fevereiro quem folgou em Janeiro.

Calças brancas em Janeiro, sinal de pouco dinheiro.

Cava fundo em Novembro para plantares em Janeiro.

Chuva em Janeiro e não frio, dá riqueza no estio.

Comer laranjas em Janeiro, é dar que fazer ao coveiro.

Da flor de Janeiro, ninguém enche o celeiro.

Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.

Em Janeiro saltinho de carneiro.

Em Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a chorar, se vires nevar, põe-te a cantar.

Em Janeiro uma hora por inteiro e, quem bem olhar, hora e meia há-de achar.

Em Janeiro, cada Ovelha com seu Cordeiro.

Em Janeiro, nem Galgo lebreiro, nem Açor perdigueiro.

Em Janeiro, seca a Ovelha no fumeiro.

Em Janeiro, sete capelos e um sombreiro.

Em Janeiro, um Porco ao sol e outro ao fumeiro.

Goraz de Janeiro vale dinheiro.

Janeiro fora, cresce uma hora.

Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso fazem o ano formoso.

Janeiro molhado, se não cria o pão, cria o gado.

Janeiro molhado, se não é bom para o pão, não é mau para o gado.

Janeiro quente, traz o Diabo no ventre.

Janeiro tem uma hora por inteiro.

Luar de Janeiro não tem parceiro; mas lá vem o de Agosto que lhe dá no rosto.

Não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro.

No minguante de Janeiro, corta o madeiro.

O mês de Agosto será gaiteiro, se for bonito o 1º de Janeiro.

Pintainho de Janeiro, vai com a mãe ao poleiro.

Poda-me em Janeiro, ata-me em Março e verás o que te faço.

Quem em Janeiro lavrar, tem sete pães para o jantar.

Sapato branco em Janeiro é sinal de pouco dinheiro.

Se o sapo canta em Janeiro, guarda a palha no sendeiro.

Se queres ser bom alheiro, planta alhos em Janeiro.

Se queres ser bom milheiro, faz o alqueire em Janeiro.

Seda em Janeiro, ou fantasia ou falta de dinheiro.

Verdura de Janeiro, não vai a palheiro.

Vinho verde em Janeiro, é mortalha no telheiro.

Não há luar como o de Janeiro, nem amor como o primeiro.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Outono

Dezembro

  • Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.
  • Dezembro frio, calor no estilo.
  • Em Dezembro, treme de frio cada membro.
  • Nem em Agosto caminhar, nem em Dezembro marear.
  • Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.Dezembro molhado, Janeiro geado.
  • Natal na eira, Páscoa na borralheira.
  • Dos Santos ao Natal é Inverno natural.
  • Pelo Natal, neve no monte, água na ponte.
  • Os dias de Natal são saltos de pardal.
  • Depois que o Menino nasceu tudo cresceu.