Mostrar mensagens com a etiqueta Os meus Poetas Preferidos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Os meus Poetas Preferidos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 30 de novembro de 2012


File:LangstonHughes.jpg


James Mercer Langston Hughes (February 1, 1902 – May 22, 1967) was an American poet, social activist, novelist, playwright, and columnist.

I, too

I, Too

I, too, sing America.

I am the darker brother.
They send me to eat in the kitchen
When company comes,
But I laugh,
And eat well,
And grow strong.

Tomorrow,
I'll be at the table
When company comes.
Nobody'll dare
Say to me,
"Eat in the kitchen,"
Then.

Besides,
They'll see how beautiful I am
And be ashamed--

I, too, am America.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Bulhão Pato


As Duas Mães

Numa igreja se encontraram
Duas mães em certo dia
Uma entrava nesse instante,
Toda cheia de alegria.
Orgulhosa e triunfante,
Levava, chegado ao peito,
Um filhinho a baptizar.
Outra, a infeliz que saía
Levava um filho também...
Oh, mas essa pobre mãe
Levava o filho a enterrar!
Cruzaram-se a poucos passos,
A que trazia nos braços,
Cheio de vida e conforto,
O filho dos seus encantos,
E a triste, lavada em prantos
Que seguia o filho morto.
Trocaram ambas o olhar,
Nisto, a mãe afortunada
Foi quem rompeu a chorar,
Enquanto a desventurada
Que o filho tinha perdido
-Oh maravilhas do amor!-
No meio da sua dor
Sorriu ao recém-nascido.


Bulhão Pato

Publicado a pedido da Assistente Operacional Augusta Barbedo

Medite


Medite



Provado está que a vida é curta e bela
E que morre um pouco em cada dia
Não queira, sem querer, dar cabo dela.
Não se irrite. SORRIA...

Queira ser indulgente e confiante,
Seja a própria justiça que o guie;
E quando errar o seu semelhante...
Não critique. AUXILIE.

Seja calmo, sereno, recto e bom
Faça do amor a base, o alicerce;
Tente da voz não alterar o tom,
Não grite. CONVERSE.

Ponha o caso em si, sempre que possa;
Deixe falar quem fala... nem repare,
E, ouvindo a consciência, amiga nossa,
Não acuse. AMPARE.

Manuel Hermínio

Postado a pedido da Assistente Operacional Augusta Barbedo

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Bertolt Brecht

Bertolt Brecht

Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Líder ?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.

E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.


Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Líder.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.


Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

CAMÕES

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tanto de meu estado me acho incerto





Tanto de meu estado me acho incerto,

Que em vivo ardor tremendo estou de frio;

Sem causa, juntamente choro e rio;

O mundo todo abarco e nada aperto.



É tudo quanto sinto um desconcerto;

Da alma um fogo me sai, da vista um rio;

Agora espero, agora desconfio,

Agora desvario, agora acerto.



Estando em terra, chego ao Céu voando;

Nu~a hora acho mil anos, e é de jeito

Que em mil anos não posso achar u~a hora.



Se me pergunta alguém porque assim ando,

Respondo que não sei; porém suspeito

Que só porque vos vi, minha Senhora.



Luís de Camões
Busque Amor novas artes, novo engenho






Busque Amor novas artes, novo engenho

Pera matar-me, e novas esquivanças,

Que não pode tirar-me as esperanças,

Que mal me tirará o que eu não tenho.



Olhai de que esperanças me mantenho!

Vede que perigosas seguranças!

Que não temo contrastes nem mudanças,

Andando em bravo mar, perdido o lenho.



Mas, enquanto não pode haver desgosto

Onde esperança falta, lá me esconde

Amor um mal, que mata e não se vê,



Que dias há que na alma me tem posto

Um não sei quê, que nasce não sei onde,

Vem não sei como e dói não sei porquê.



Luís de Camões

Amor é fogo que arde sem se ver





Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;



É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;



É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata lealdade.



Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?



Luís de Camões

S. VALENTIM

Annabel Lee




It was many and many a year ago,

In a kingdom by the sea,

That a maiden there lived whom you may know

By the name of ANNABEL LEE;

And this maiden she lived with no other thought

Than to love and be loved by me.



I was a child and she was a child,

In this kingdom by the sea;

But we loved with a love that was more than love-

I and my Annabel Lee;

With a love that the winged seraphs of heaven

Coveted her and me.



And this was the reason that, long ago,

In this kingdom by the sea,

A wind blew out of a cloud, chilling

My beautiful Annabel Lee;

So that her highborn kinsman came

And bore her away from me,

To shut her up in a sepulchre

In this kingdom by the sea.



The angels, not half so happy in heaven,

Went envying her and me-

Yes!- that was the reason (as all men know,

In this kingdom by the sea)

That the wind came out of the cloud by night,

Chilling and killing my Annabel Lee.



But our love it was stronger by far than the love

Of those who were older than we-

Of many far wiser than we-

And neither the angels in heaven above,

Nor the demons down under the sea,

Can ever dissever my soul from the soul

Of the beautiful Annabel Lee.



For the moon never beams without bringing me dreams

Of the beautiful Annabel Lee;

And the stars never rise but I feel the bright eyes

Of the beautiful Annabel Lee;

And so, all the night-tide, I lie down by the side

Of my darling- my darling- my life and my bride,

In the sepulchre there by the sea,

In her tomb by the sounding sea.





Edgar Allan Poe

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Fernando Pessoa

Poesias de Fernando Pessoa

Houve um ritmo no meu sono. Quando acordei o perdi. Porque saí do abandono De mim mesmo, em que vivi? Não sei que era o que não era. Sei que suave me embalou, Como se o embalar quisera Tornar-me outra vez quem sou. Houve uma música finda Quando acordei de a sonhar. Mas não morreu: dura ainda No que me faz não pensar.